Naquele tempo era só calmaria, eu amava minha mãe e meu pai, como se eles fossem tudo que eu tinha e era assim. O que eles falavam para mim era lei e não precisavam mentir para mim, sempre fui uma criança educada e tranquila. Além de meus pais, eu tinha tios que cuidavam de mim, moravam pertinho da minha casa. Meu tio, irmão de meu pai, tinha uma espécie de sociedade com ela, a roça era dos dois e cuidavam com muito afinco. As mulheres cuidavam da casa, como sempre achei que devesse ser, não com essa modernidade de todo mundo trabalhando. E quem cuida das crianças hoje em dia? Uma estranha?
Quando papai morreu eu tinha apenas 8 anos, lembro-me como se fosse hoje. A agonia, a dor, o desespero e despreparo que sentimos. Minha mãe ficou doente novamente, meu tio teve que tirar forças de onde não tinha para resolver as pendências. Tudo muito triste, mas passamos por esse sofrimento. Meu tio continuou com o trabalho na roça e sempre mantendo as coisas dentro da casa de minha mãe e nos ajudando no que fosse necessário.
E quando completei 13 anos, minha mãe adoeceu.







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