sábado, 23 de agosto de 2008

O que é a mentira?

Já passei por alguns situações inusitadas em relacionamentos que me deram condições de formar uma teoria que tenho. A mentira é relativa. Bem, não estou falando dos casos clássicos de negação de um fato, aí não tem como negar, mas digo de situações normais do cotidiano.

Se eu chegar para uma pessoa qualquer e dizer:
- Bati o carro.
Considerando que a frase dita é totalmente verdade, ela pode passar por mentira no futuro. Depois de uns 6 meses pode acontecer o seguinte diálogo e me fazer passar por mentiroso.
A mesma pessoa me pergunta:
- Como está seu carro?
- Está bem, como sempre.
- Como sempre? Como assim, você não bateu ele?
- Nunca bati meu carro. E olha que estou com ele há dois anos já.

A pessoa poderia achar que sou mentiroso e para a conversa por aí, mas se ela continuar...

- Então você é mentiroso, há um tempo me disse que bateu o carro...
- Eu não te disse que bati o meu carro, eu disse que bati o carro, eu estava dirigindo o carro de uma amiga, tive um prejuízo danado, pois ela não tinha seguro.

Entendem? Com a primeira frase normalmente as pessoas associam o carro sendo de propriedade de quem diz. Isso é o normal, mas nem sempre é assim, se o diálogo não se estende não se conhece devidamente as coisas e pode gerar problemas com isso. Digo pode, pois aconteceu comigo algumas vezes e só depois de algum tempo eu raciocinava e descobria porque haviamos brigado, normalmente era bobeira. Um grande mal entendido.

Por isso que eu digo sempre a mentira é relativa.

Refrão de um bolero

Intérprete: Engenheiros do Hawaii
Compositor: Humberto Gessinger

Eu que falei:
"Nem pensar"
Agora eu me arrependo
Roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão...

Mas eu que falei
"Sem pensar"
Coração na mão
Como o refrão de bolero
Eu fui sincero
Como não se pode ser...

E um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar...

Num bar!

Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro
E uma cara embriagada
No espelho do banheiro...

Ana...teus lábios são
Labirintos!Ana...
Que atraem os meus
Instintos mais sacanas
O teu olhar sempre distante
Sempre me engana

Eu que falei:
"Nem pensar"
Agora me arrependo
Roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão...

Mas eu que falei
"Sem pensar"
Coração na mão
Como o refrão de um bolero
Eu fui sincero
Como não se pode ser...

Um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar...
Num bar!

Ana...teus lábios são
Labirintos!Ana...
Eu sigo a tua pista
todo dia da semana
Eu entro sempre na tua dança de cigana...

Ana...teus lábios são
Labirintos!Ana...
Que atraem os meus
Instintos mais sacanas
O teu olhar sempre distante
Sempre me engana
Eu sigo a tua pista
Todo dia da semana

Todo dia, todo dia da semana
Eu sigo a tua pista
Todo dia da semana...

Ana...

E eu falei foi sem pensar
Foi sem pensa!